E Tânia Rego
não parou de clicar o pessoal no lançamento dos livros O
Corpo Possível e Minialturas. Dar câmera na mão de fotógrafa
é isso que dá... A Tânia é nossa querida, e sempre que pode
está junto com o coletivo.
O pessoal foi conferir a ocupação em papelão, em sala
na Casa das Rosas.
Olha só o Lucas clicado na nossa "ocupação" na
Casa das Rosas. Ao fundo, uma frase que fala das
diferenças: Picasso, o seu Azul é diferente do meu,
do Israel de Abreu.
Autógrafos, muitos amigos compareceram ao
lançamento de Felipe e Renan. Jovens poetas que
agora entram para o nosso "catálogo".
Ontem, dia 25, que não foi à Casa das
Rosas perdeu uma mesa incrível com
Cristina Freire e Monica Nador. Com uma
clareza absoluta e tranquilidade de quem
sabe do que está falando, Cristina falou
do artista pesquisador, que não está
mais preso ao ateliê, antenado com as
questões de seu tempo, comentou projetos
colaborativos, em rede, e apresentou "a
oficina de editoração" do Eloísa na 27
Bienal; falou também de Miralda e outros
tantos artistas que estiveram no Brasil,
alguns deles fizeram residência em
estados do Br, como Tadej Pogacar, que
apresentou na abertura da bienal o
desfile da Daspu. DEMAIS!!!
E Monica encantou a todos ao apresentar
vídeo de seu trabalho em Santo André,
com o coletivo JAMAC. Ótima maneira de
comemorar dois anos de Dulcinéia,
retomando o início, a formação do
coletivo no Brasil, fruto da convivência
e troca de experiências, de visões de
mundo que Peterson, Andréa e eu
mantivemos com o Eloísa Cartonera,
agregando a força da participação do
Movimento Nacional dos Catadores de
Recicláveis. Um momento para pensar a
arte e para repensarmos sempre nossos
fazeres e atuação como artistas. Valeu.
Na mesa com
Ademir Demarchi, Marcelino Freire, mediada por Carlos
Rosa, muito se falou de ação cultural como resistência.
Papo-cabeça, Oiticica, Glauco, Waly Salomão, Cooperifa,
saraus da cidade, blogs e uma mensagem clara: seguir em
frente, minar o campo aos poucos, provocar rachaduras no
cimento, na terra seca, que algo brota.
Lançamentos. Uma mensagem carinhosa por vídeo de André
Carneiro, e leituras de poemas de Tatiana Fraga com
acompanhamento acústico. Palavra contundente,
palavra-mulher. Forte. Demais.
Olhaí, nem bem terminamos março e já estamos com
um pé na frente, em abril, maio, junho, julho...
É, fora vários lançamentos que divulgaremos em
breve, teremos mais agito!
É, em ABRIL (18) teremos lançamento em Santos de
livros de Haikai, aqueles (já) famosos, que
estamos fazendo em formato A6 (pocket), dos
autores Teruko Oda, Eunice Arruda, Regina Alonso
e João Tolói. Será na Pinacoteca Benedicto
Calixto,sabadão, às 16 horas.
Em MAIO, sairá um conto de nosso amigo Bressane
na revista Continuum, do Itaú Cultural, com
ilustração nossa. Amamos o lo-conto de Bressane.
É o portunhol selbagem devorando o português
antropiofagicamente!
Em MAIO também estaremos no ponto de leitura
Olido. Mas falta marcar data! Aguardem!
Em JUNHO termos programação intensa na Casa das
Rosas - comemoração de 2 ANOS de DULCINÉIA!!!
Festão!
Em JULHO também teremos programação intensa.
Cruzo os dedos para se confirmar, depois divulgo.
Fomos a Tiradentes. Na foto, preparação
para oficina, no dia seguinte, quinta, e
intervenção na sexta. Peterson, Tânia,
Ana, Carlos e eu, esquentando as
turbinas ao som de blues. Muita gente
boa. Conhecemos Bete Bullara, com quem
trabalhamos.
Na escadaria, os 60 degraus
receberam, cada um, uma palavra.
Baseadas na história criada pelas
crianças e jovens que participaram
da oficina, que recebeu Liberdade
como título, as palavras agrupavam-se
em torno das idéias de prisão,
criação e liberdade. A criação como
veículo para a liberdade. Essa
tríade se reflete entre os catadores
que participam do nosso coletivo.
Será a saída?
Os livros confeccionados pelo coletivo brasileiro
radicado em São Paulo Dulcinéia Catadora ganharam
estrada neste final de ano. O projeto foi
apresentado durante o II Encontro de Jornalismo para
o Desenvolvimento Sustentável na América Latina,
promovido pela ONG Avina, em Cartagena das Indias,
Colômbia.
Marvadas, de Sebastião Nicomedes, Auto-retrato aos
90, de Manoel de Barros, Sarau, dos poetas da
Cooperifa, haikais e outros tantos títulos de
autores do nosso continente editados com papel
reciclado e capas de papelão pintadas a mão pelos
artistas do Dulcinéia Catadora foram recebidos com
encantamento pelos 60 jornalistas latino-americanos
presentes no encontro.
"É maravilhoso ver este trabalho, vou levar a
Guadalajara, quem sabe a idéia não se espalha por lá",
comentou o jornalista mexicano Agustín Del Castillo.
A fotógrafa colombiana Olga Rodriguez levou dois
exemplares de haikais para seus netos e adorou as
capas únicas, conservando ainda a rasura do papelão
recolhido nas ruas de São Paulo. Os livros viajaram
ainda para a Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. "Esta
é uma proposta genial que ganha adeptos por onde
passa, como um vírus, vai contagiando as pessoas
pela arte, pela alegria", disse o professor de
Economia da Universidade Iteso do México e colunista
do diário Milênio, Luiz Miguel Gonzalez.
A rádio boliviana ligada a Fundação Amigos da
Natureza gravou reportagem sobre o selo editorial
brasileiro, tratando da sua origem, público
envolvido e o princípio da convivência de diferentes
universos que orienta o Dulcinéia Catadora.
A partir do ano que vem, o Dulcinéia Catadora estará
também na biblioteca da Casa Daros Rio de Janeiro,
centro cultural de arte contemporânea que será
inaugurado na capital fluminense, com foco na
produção latino-americana.
* Quem tiver o Guia da Vila do próximo mês
poderá ler uma matéria sobre Dulcinéia Catadora.
É conferir.
* Wilson Bueno nos deu mais um título: O Gato
Peludo e o Rato-de-sobretudo. Será um lançamento
simultâneo. Por enquanto, as cartoneras da
Argentina e Paraguai já toparam. Depois vou
espalhar para as outras companheiras da América
Latina. Lançamentos simultâneos agora são o top
de linha. Cartoneras da AL, uni-vos!!!
*
Logo, logo, atravessaremos o Atlântico. Lá vai
nossa primeira remessa para Portugal!
São
Paulo:
Mercearia São Pedro
- Rodésia, 34 Galeria Vermelho - Minas
Gerais, 350
O Autor na Praça - Praça Benedito Calixto
Sebo do Bac - Praça Roosevelt
Santos: Livraria Realejo - Marechal Deodoro, 2
Rio de Janeiro: Susane Bach Comércio de Livros
Visconde Caravelas, 17