Universo Online
Web Sites Pessoais

 

                                                 Dulcinéia

                                              Catadora

 

 

 

 

                                                                                   projeto irmão Eloísa Cartonera

 

quarta-feira, 02 de novembro de 2011

 

 

 

 

Publicações                                                                                                                         sobre o projeto 

                                                                                                                                                                                                        about the project

Ademir Demarchi

Do sereno que enche o ganges

Flávio Amoreira

Os contornos das serras são adeuses...

Lisette Lagnado

Rirkrit e Thomas, em obras

Renan Andrade Holanda

Minialturas

Alice Ruiz S

Salada de frutas

Floriano Martins

Duas Mentiras

Luis Chaves

Anotações para uma cúmbia

Ricardo Domeneck

Corpos e Palanques

Alice Ruiz S e outros

Três Linhas

Frederico  Barbosa

SigniCidade

Luís Serguilha

Korso

Ronaldo Bressane

Corpo porco alma lama

Almandrade

Malabarismos das pedras

Glauco Mattoso

Delírios líricos
A bicicleta reciclada

MaicknucleaR

Meu doce valium starlight

Sebastião Nicomedes

Cátia, Simone e outras marvadas

Altair Martins

Duas Palavras
 

Guilherme Mansur

Barcolagem

Mário Papasquiaro

Respiração do labirinto

Tatiana Belinky

Estrelíssima do século XXI

André Carneiro

Só dedos

Haroldo de Campos

O anjo esquerdo da poesia

Manoel de Barros

Auto-retrato aos 90 anos

Tatiana Fraga

Brasa

Andrea Del Fuego

Nego Fogo

Índigo

Minhoca Eulália e outras criaturas

Marcelino Freire

Sertânias

Teruko Oda

Vento leste

Antonio Miranda

São Fernando Beira-Mar

João A. Carrascoza

Hora de ir

 Marcelo Ariel

Me enterrem com a minha AR-15
O céu no fundo do mar 

Vera do Val

Os filhos do marimbondo

Carlos Pessoa Rosa

 Não sei não

Sobre o nome dado

João Filho

Três sibilas

Marciio-André

Cazas

Vera do Val

e Marcelo D'Ávila

Do nada ao infinito

Cristian De Napoli

Palitos e picolés

Joca Reiners Terrón

Transportunhol borracho

Marco Aqueiva

Sóis, outono, sou?

Virginia Medeiros

Studio butterfly

Daniel Faria

Matéria Prima

Jorge Mautner

Susi

Margarida Botelho

João Despenteado

Victor Paes

SMas para todos os efeitos
nada disso aconteceu

Douglas Diegues

Uma flor na solapa da miséria

Rocío

José Geraldo Neres


Pássaros de papel 

Melo e Castro

Feridas

Xico Sá

Tripa de cadela & outras...

Eliana Pougy

 Poesiaminha nada

Kathia B. de Mello-Gerlach

Forrageiras de Jade

Monique Revillion

Quatro quartos

Whisner Fraga

O livro dos verbos

Eunice Arruda

Olhar 

Kolombolo

Samba Paulista

Oswaldo Reynoso

Cara de anjo

Wilson Bueno

Chuvosos
Ilhas
O gato peludo...

Felipe Stefani

O corpo possível

Laerte e Paulo Scott

Monstros e Minotauros

Plínio Marcos

Homens de papel
Balada de um palhaço

Joca R. Terron (org.)

Antologia bêbada

Fábio Morais

Fábio Catador

Lau Siqueira

Aos predadores da utopia

 

Raimundo Carrero

O Paraíso de pão e manteiga

 

 
   

 Creative Commons License

reportagens e vídeos

 

notícias

 
 

 

Design e sustentabilidade

 

Estética para a venda

 

Poesias de Concreto: FolhaSP

 

Catraca Livre - Dulcinéia

 

Grafitemas - Dulcinéia

 

CBN - Dulcinéia Catadora

 

O Estado - Dulcinéia Catadora

 

GrafitePoesia Visual-Folha SP

 

Grafitemas II

 

 

sábado, 29 de outubro de 2011

Eliana Pougy, autora de Poesiaminha Nada

 
Eliana Pougy escreveu uma série de livros para a editora Ática. No volume a ser usado pela oitava série, apresenta nosso trabalho, livros com capas de papelão. Abre-se mais um caminho para a multiplicação desta prática artística.
 
 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Apoio ao Movimento Nacional dos Catadores

 
Nos dias 30 de Novembro e 01 de Dezembro será realizado o “Encontro Internacional REVIRAVOLTA CATADORES”. Nesse momento tão decisivo para o Brasil, nossa proposta é que tenhamos caravanas de todo o Brasil, bem como participações internacionais, debatendo diversos temas ligados aos avanços e desafios para consolidação dos direitos conquistados pelo MNCR e a articulação internacional entre os catadores de materiais recicláveis do mundo.

Essa atividade acontecerá paralelamente a audiência pública nacional que fechará o Plano Nacional de Resíduos e nós do MNCR devemos acompanhar de perto esse momento final e realizar um ato público em Brasília com objetivo de pressionar a aprovação de nossas reivindicações no plano.

O Encontro terá também um caráter de celebração. Em 07 de junho de 2011 o MNCR completou seus 10 anos de luta. Será o momento de reunir os militantes e relembrar esse período, além lançar publicamente o nosso planejamento interno para os próximos cinco anos de lutas.

 

Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis - MNCR

www.mncr.org.br

 
 

Animita Cartonera, do Chile, promove concurso literário

 
Nossas companheiras de Animita Cartonera, Chile, farão a 3ª versão do concurso de literatura emergente Aquí te las traigo. Podem se inscrever escritores de 18 a 30 anos nas categorias de drama, narrativa, poesia e ensaio (tema livre).
Enviar para o e-mail concurso.animitacartonera@gmail.com até 18 de dezembro de 2011. Os interessados poderão ler o regulamento acessando http://animitacartonera.wordpress.com/. Participem!
 

 
 
 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

PROXIMO LANÇAMENTO: PAULO BRUSCKY

 



Lançamento marcado para o dia 18 de novembro, na Feira do Livro realizada na Galeria Vermelho, em Sampa, Um Livro para Desvendar Mistérios, de Paulo Bruscky. São 30 fotos PB do artista que ganham capas de papelão super coloridas, como sempre.
 
 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Habra-se Portunhol - Revista Select

 
Quem acompanha as andanças de Dulcinéia Catadora e quiser conferir a ótima matéria assinada por Paula Alzugaray na revista Select, #2, PORTUNHOL SEM FRONTEIRAS, vale a pena. Fala da ousadia de Douglas Diegues, do refinado portunhol de Joca Reiners Terrón, usado em traduções imperdíveis de escritores não menos geniais que borrachos, de todo o planeta e tempos diversos. Xico Sá e Ronaldo Bressane não lhe escapam. A matéria trata do portunhol como uma língua que rompe fronteiras, reflexo de tempos globais, e se firma como uma manifestação literária das fronteiras Argentina/Paraguai/Brasil.Curiosa a interpretação feita por Paula das mais de trinta cartoneras espalhadas pela América Latina como sendo um único coletivo que, por suas características comuns, se enquadraria no rótulo de "economias criativas". Vale refletir sobre isso.
 
 

domingo, 2 de outubro de 2011

ARTE QUE ASSUME NOVOS PAPEIS

 
Sexta-feira, dia 30, conversei por telefone com Daniel Toledo, do Jornal O Tempo, de BH. Papo descontraído que deu origem a esta matéria publicada hoje, dia 2 de outubro, e que pode ser acessada em http://www.otempo.com.br/busca/?busca=dulcin%E9ia%20catadora.

 

Fabio Catador pelo mundo

 


Exemplares de Fabio Catador em Bonniers Konsthall em Estocolmo, Suécia.Fábio Morais participa de uma coletiva em exibição até janeiro. Apresenta trabalhos e livros. Os exemplares de Fabio Catador têm tiragem limitada, 100, assinados. R$10,00.
 


Para encerrar seu trabalho no Brasil, Margarida Botelho fez apresentação na 29 Bienal, domingo, 28 às 16 horas.
Margarida deu uma visão geral sobre o trabalho realizado em Moçambique, com crianças em campos de refugiados - a criação de livros intitulados "Encontros", em que as crianças, através de desenhos, resgatam seu passado, levando-o até o presente e projetam o futuro. Uma folha central do livro une imagens do encontro passado/futuro no presente.
Este trabalho foi desenvolvido aqui no Brasil, e tivemos o prazer de fazê-lo em parceria com Margarida.
Fomos ao Jardim Monte Alegre, Pirituba, bairro de periferia a oeste do município de São Paulo. Lá, em uma praça que nasceu espontaneamente pelas mãos da comunidade, liderada por José Aparecido Jonas, Margarida fez oficina de criação de livros que ganharam capas de papelão coloridas e o título, em estêncil,como fazemos com os livros do Dulcinéia Catadora.
Margarida também mostrou, em sua apresentação na Bienal, imagens da oficina que deu aos integrantes do Dulcinéia Catadora, de montagem de bonecos tridimensionais, que depois foram fotografados e usados para ilustrar a história João Despenteado.
Por fim, falou de sua experiência com população ribeirinha na Amazônia, onde também desenvolveu o trabalho de criação de livros com as crianças.

 

Após apresentação, Margarida autografou o livro, sempre com aquele carinho e simpatia que cativa a todos.



Muitos foram os Encontros. Tantos que, depois desse processo artístico colaborativo é inegável a contaminação e muitas outras propostas começam brotar para serem realizadas no próximo ano pelo Dulcinéia Catadora. Mais um livro em nosso catálogo. Gostaria que todos os títulos nascessem assim, de uma troca intensa, e dessem novos frutos, instigando os jovens do Dulcinéia a mergulhar em novos processos criativos.
Tive o prazer de conhecer Margarida, escritora, ilustradora e artista que, como eu, acredita na indissociabilidade do binômio arte/vida.

No mesmo sábado, Galeria Vermelho

 


Na tarde de sábado, dia 27, estivemos na feira do livro da Galeria Vermelho.
A montagem, uma escada de corda com livros infantis, contou com exemplares de João Despenteado. Margarida, sempre empolgada, esteve lá, conferindo seus "filhos" de perto.


 

João Despenteado no Parque

 




Foi sábado, no Parque da Água Branca, que lançamos João Despenteado, de Margarida Botelho, com oficina. As crianças pintaram livremente as capas de papelão. Depois montamos o caderno com a história, que Margarida autografou carinhosamente às 36 crianças participantes.
Momentos muito importantes para nós.

João Despenteado: Lançamento sábado!

 


O parque Dr. Fernando Costa, que costumamos chamar de Parque da Água Branca, tem entrada pela Av. Matarazzo, mas quem preferir, pode entrar pela rua Rua Ministro Godói. O lançamento será no Espaço PraLer.Às 11:30 daremos oficina de pintura de capas. Os participantes montarão o livro do lançamento com suas capas e o levarão para casa, com direito a autógrafo da Margarida Botelho, autora de João Despenteado, que os integrantes do Dulcinéia ilustraram!
Ainda no sábado à tarde, imperdível será a feira de livros de artistas na Galeria Vermelho, rua Minas Gerais, 350. Nossos livros estarão lá. E no domingo, às 16 horas, Margarida Botelho fará uma palestra na Bienal, sobre sua experiência em Sampa e no Amazonas.

 

Dulcinéia aTravessa!!!

 



É isso aí! Papelão colorido, recheado de contos de Kátia de Mello-Gerlach e Victor Paes- livros prontinhos para seguir para o Rio. Dulcinéia aTravessa o Brasil e participa do 6ºevento literário Cidade aTravessa, com dois lançamentos. Sexta, fim de tarde, 17:30, hora de muitos devaneios, encontros, papos e literatura; armazenar energias para o fim de semana.

 

Dulcinéia na Polichinelo

 

 

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Hora de ir e Akademia

 

estão, alguns dos poucos exemplares de Akademia, nas prateleiras de Tijuana, Galeria Vermelho. A edição, feita pela Universidade de Wisconsin-Madison, chegou ao Brasil e recebeu capas adicionais de papelão.







Livia Lima, que escreveu um ensaio incluído no DVD do livro e foi colaboradora do Dulcinéia Catadora.

 

HORA DE IR: mais que uma compra...

 






João Carrascoza dá início aos cortes! Sim, a compra envolvia a escolha do exemplar e o corte do fio que costura o caderno à capa e está preso à caixa-mãe. E assim se passou a noite do lançamento na Vermelho.

 

RELEASE

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Espaço de Leitura PraLer

 

Quem não gosta de pegar um livro, sentar debaixo de uma árvore e curtir a tranquilidade de uma tarde de leitura? Parece quase impossível aqui em Sampa, não?Quase, mas o pessoal da Poiesis conseguiu essa proeza. Dia 26 de julho, segunda-feira, será inaugurado o Espaço de Leitura PraLer no Parque da Água Branca, rua Ministro Godói, 180. Nossos livros estarão lá, pra quem quiser curtir. Parabéns a nossos amigos da Poiesis, Tatiana, Marcela, enfim, são todos muito queridos.

 

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Oficina

 



Estivemos na Escola Municipal Prof. Maria Conceição Luz, em Itanhaém, na semana cultural para dar oficina de montagem de livros. Os livros que escolhemos para levar foram: "Os filhos do marimbondo, de Vera do Val" e "Matéria-Prima, de Daniel Faria". Todos se entusiasmaram ao produzir as capas e pela leitura. Alguns além de tinta, usaram até tecido para colagem.
Fomos super bem recebidos pelas Professoras Patricia e Carla. Obrigada!

No Largo da Batata distribuímos cem livros!


Rebecca, que veio de Wisconsin, EUA, e está participando da oficinas, também vestiu a capa e ajudou na distribuição. Livro nas ruas, para todos.
Guilherme se empolgou e esticou o braço para alcançar passageiros de ônibus.
Até de pequenas lojas as pessoas esticavam o braço para terem o seu exemplar.

Israel tomou conta do megafone e comandou o grupo, anunciando o coletivo, convidando as pessoas a se aproximarem e escolherem um livro.
Marronzinho, senhoras, crianças, motoqueiros, passageiros de ônibus, até motorista de ônibus ganhou livro! Macário, carroceiro, levou os livros e entrou na dança.
Enfim, valeu! Próximo mês definiremos o local da distribuição.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Bando da Leitura começa a fazer livros com capas de papelão

 


E o bando da leitura, um ponto de leitura no Paraná, situado à RUA ROBERTO AUER, 141. VILA FERROVIÁRIOS, coordenado por Lucélia, inicia a confecção de livros de papelão inspirado no Coletivo Dulcinéia Catadora.
As crianças assistiram aos vídeos de H2Horas e já têm conto de Thaty Marcondes para fazer o primeiro livro! Parabéns, queremos acompanhá-los.

assista DVD do trabalho Cronópios-Dulcinéia Catadora
Fotos da Festa na Casa das Rosas
 

FESTIPOA III: LUGAR DE POESIA É NA CALÇADA!

 

Poesia guardada na gaveta não adianta nada
Lugar de poesia é na calçada



Custou, mas de tanto ouvir a Cris, acabei decorando. Esse foi o mote repetido enquanto convidávamos as pessoas a pintarem nossas capas. E por isso acrescento, parafraseando o poeta:

Arte dentro de quatro paredes não serve pra nada
O lugar do artista é na calçada.








E fomos para o terminal de ônibus.




Depois, com as capas pintadas, entramos no mercado público e lá cortamos uma das capas para usar na montagem de nosso livro.

 

FESTIPOA II: POESIA NA PRAÇA

 






Praça da Alfândega, centro de Porto Alegre. Camelôs. Chamamos as pessoas com megafone. Começa a oficina. Pessoas de todas as idades se aproximam; curiosidade, pincéis e tintas sobre a tábua apoiada em cavaletes.
Cris Cubas colocou a capa de papelão e disparou chamando as pessoas e dizendo poesias. Emmanuel Denaui foi atrás, para clicar tudo.
Olhaí, minha gente, quem quer pintar capas de papelão? É escolher o título e montar seu livro. Leva pra casa um livro quem pintar a capa.
Marcela ajoelhou no chão e enquanto cortava o papelão, perguntava a quem se aproximasse: quer uma capa? É só pintar.
E assim passamos duas horas, eu com as pessoas que chegavam à mesa. Cada lugar que vagava era logo preenchido por outro pedaço de papelão, que tomava tinta rapidamente, era dobrado e recebia um miolo com contos ou poesias. Levamos a FestiPoa para a rua. Poesia para todos.

 

Terça-feira, 27 de abril de 2010

FESTIPOA I: POESIA NA MÃO

 



Levei Quatro Quartos, de Monique Revillion e Duas Palavras, de Altair Martins. Contos incríveis. Estar com os autores é fundamental. Agora temos autores do Sul:


De Quatro Quartos, vai um trecho do final de A Peste:

Queria te contar que desde aquela noite, estou me sentindo estranho. Estranho, ora, diferente. Não comentei com ninguém, mas o pior é que aquilo tudo agora acontece comigo. A verdade é que me dá um ódio danado cada vez que eu imagino alguém com aquele sorriso esquisito. Acho que eu nunca tinha sentido nada parecido, nem tinha dito essa palavbra antes, ódio. O que me incomoda, o que me assusta até, é essa coisa dentro de mim, exatamente, mas exatamente como quando se come caqui verde, o mesmo nó nas tripas e a mesma, idêntica, vontade de vomitar. E a raiva quando enxergo alguém com aquele sorriso, quando o olho não ri junto, só a boca levanta e arreganha os dentes, mas sem alegria nenhuma do rosto da pessoa.


E de Duas Palavras, um parágrafo de Presença, conto inédito:

Então apertei a mão de Filipe e entendi que havíamos perdido diferentemente uma mesma pessoa. Ele estava despedaçado, amparando as meninas ali, me consolando aqui. Era um homem de rara grandeza. Não esperaria menos: era um homem para Laura, sim. Olhando nós dois ao redor de um caixão simbólico, onde pusemos objetos distintos que lembravam a mesma mulher, percebi que fazíamos de tudo para que o mínimo rastro dela nos permitisse uma tal despedida ao menos digna. Mas Laura era imensa, e o caixão ao centro parecia naufragar, apesar de tanto esforço duplo. Dois homens à deriva, pensei alto. Ele perguntou o que era, e eu disse "nós dois, à deriva", mas ainda assim ele ficou sem entender, apertou as minhas mãos com modos de mulher, tornando-se mais corajoso à minha vista. Nada falei, e fui buscar café para nós dois.


Delícia participar com tanta gente boa desse evento literário em Porto Alegre.Muitas trocas, poemas por toda parte. A mala com muuuuuitos livros, mais cheia do que na ida.
De Cazé recebi Macromundo,

Uma ave de origami
montada com guardanapo
ganha vida de repente,
no palito de dente empalada,
voa bonita no vento
apesar do sangramento,
seu sofrimento abreviado
quando o papel é amassado.

De Sidnei Schneider, Quichiligangues,

Oceaníade

menina,
os peixes a moldaram,
até fazer dela uma deusa
saída das ondas

tanto a beijaram
que a menina-moça
em troca
moldou a boca dos peixes
até se tornar mulher

na boca curva
apta para o seuo e o lábio
restou o gosto
que tentam limpar
na água salobra
do mar

e veio Marcelo Benvenutti, com Arquivo Morto, que agarra os olhos da gente na primeira, antes até de xeretarmos o arquivo de A a Z:

A palavra escrita é mais que uma lei. A palavra escrita é ordem desregrada de nossos pensamentos. Mas os nossos pensamentos, esses sentimentos que vêm lá do fundo, lá da alma, somente se revelam no olhar.
Se alguém tiver o olhar perdido, sua alma está viajando em outra. Se tiver um olhar alegre, sua alma está correndo de pés descalços. Se tiver um olhar caloroso, sua alma está desenando outra. Se tiver o olhar centrado, sua alma está ocupada.
Mas, cuidado. Se seu olhar fugir dos outros, mostrar-se vazio e uniforme, sua alma está morta.
Convém nos afastarmos das almas mortas.

E por aí vai, azar do personagem, de Reginando Pujol Filho, Solidão Calcinada, de Bárbara Lia, Água Passante, de Liana Timm, Só Poesia, de Vladimir Cunha Santos e muuuuitos outros.

Encontros, rever Luís Serguilha, Marcelino Freire, Xico Sá, queridos colaboradores, conhecer Cris Cubas, Marcela e Guilherme, que estiveram comigo na praça da Alfândega, em oficina no sábado. Estar com Fernando Ramos, queridíssimo. Foi ótimo mergulhar na literatura por alguns dias.

 

 

 

FESTIPOA

 

Dulcinéia Catadora estará presente na FESTIPOA



Anote aí o endereço, para acompanhar a programação.
http://festipoaliteraria2010.blogspot.com/

terça-feira, 30 de março de 2010

feira USP Leste

 


Estaremos Lá!

domingo, 28 de março de 2010

CCJ

 




E a expo no CCJ ficará até dia 3 de abril. Depois seguirá para céu aberto, integrar-se à paisagem urbana.

 

Palavras cavando túneis

 


Entre nossos livros agora temos dois volumes de Mehr Als Bücher, edição em português/alemão, espanhol/alemão com uma amostra de autores de várias cartoneras latino-americanas.

Ausias Navarro, num surto poético, quase heróico, desbravador de fronteiras, promoveu oficinas, apresentações de poesia e discussões, e contou com Claudia Wente, Timo Berger, Jana Winkel, Miriam Müller, Diana Grothues, Stefan Degenkolbe, que fizeram parte da turma animada de poetas/tradutores que realizaram essa proeza.

As oficinas foram dadas apenas pelo pessoal do Eloísa Cartonera, porque o MINC não concedeu passagem a um representante do Dulcinéia Catadora, convidado a participar do evento...na escala de relevância, cartoneras e catadora não ganham muitos pontos por aqui...

João Filho, Marcelo Ariel, Maicknuclear, Sebastião Nicomedes e Alice Ruiz, autores colaboradores do Dulcinéia Catadora, foram selecionados e tiveram tradução para o alemão, integrando o livro Mehr Als Bücher, montado em julho de 2009, em Berlim, que agora chega às minhas mãos. É isso mesmo, BERLIM!!!

Interessante esse movimento das cartoneras que fura barreiras junto com os imigrantes e aos poucos ocupa tantos territórios. Palavras cavando espaços em outros continentes. Não sei por quê, acabo de me lembrar de um filme em que alemães da Alemanha Oriental cavam um túnel para conseguir passar para o outro lado. E conseguiram!!!
Sorte para vocês aí!

 

 

poemagem

 


Na foto: Samuel, Luiz, Adriana, Vania, Kamila, Renan, eu, Eduardo e Maiane
POEMAGEM foi o nome escolhido por Maiane (na ponta, à direita) para título do livro de poesias visuais feitas pela turma que participou das oficinas e também deu nome à exposição, no Centro Cultural do Grajaú (Palhaço Carequinha).
De quebra, vai aí uma amostra, feita por Eduardo:

 

 

No Grajaú

 


Próxima semana terminaremos uma oficina de grafite + poesia visual no Projeto Anchieta, Grajaú,como parte do Projeto Jovens Urbanos.
A foto é de Manuela C. Oristanio, pra registrar Vania com a mão na lata.

 

 

Coletivo no CCJ

 



Grafitema ficará no Centro Cultural da Juventude - dia 13 estaremos lá, a partir de 17 horas e quem não puder ir poderá aparecer por lá até 3 de abril.

E, pra quem quiser ver um "compacto" dos três anos de atividade do Dulcinéia, entre em:

web.me.com/marcoslrosa/dulcineiacatadora

 

 

Vida Longa ao Dulcinéia Catadora!

 


 

Pode parecer sofisticado demais, mas me agrada essa saudação. Desejar vida longa não é privilégio de ninguém, muito menos das elites. Se não deixamos de ouvir Long Live the Queen enquanto os olhos lêem essa saudação ao coletivo, por outro lado afirmamos o pensamento de que também a nos é facultado esse direito de viver muito, muito tempo, sem pretendermos governar ninguém, mas simplesmente viver o fazer artístico com o outro, a troca acalorada de palavras e às vezes até sentir o calor dos corpos unidos (quando não apertados)em volta das mesas do ateliê. Não escapam disso descuidados esbarrões com o pincel cheio de tinta, camisetas carimbadas de vermelho, azul e mais, o chão cheio de restos de papelão. Sim, o papelão tem um cheiro inconfundível. É chegar à porta e saber que lá é o ateliê do Dulcinéia Catadora. Nenhum outro ateliê cheira a papelão. Afinal, valorizamos as diferenças, não é???
E nesse clima de tintas e pinturas, propusemos em reunião, dia 21 de janeiro, muitas atividades para o ano de 2010, e depois, porque o Dulcinéia terá vida longa, é claro.
Na sala, Maurício Abelha, Guilherme, Sérgio e Manuela, Nando,Rodrigo e eu discutimos desde como conseguir cópias mais baratas, para mantermos a autossustentabilidade, até como faremos para vender mais livros. Os Saraus serão lugares mais frequentados pelos integrantes do coletivo que venderão os livros e receberão com essa venda, se venderem, claro. Se alguém vender cinco livros, ganha R$30,00 e se vender mais leva o saldo para o coletivo. Todos animados, Long Live Dulcinéia Catadora!!!!
Questões de controle interno como os livros de estoque, livro-caixa, livro de pedidos foram inevitáveis. Teremos todos esses livros não literários, mas necessários para uma atividade organizada, com as responsabilidades divididas entre todos os integrantes do grupo.
As entrevistas serão dadas pelo grupo no dia em que o Abelha estiver com o grupo. Isto quer dizer que eu, Lúcia, não estarei mais presente nesses contatos com a imprensa, a mídia, estudantes e interessados. Chegamos à conclusão de que é muito mais interessante ouvi-los. Cada integrante faz uma leitura diferente dos conceitos que fundamentam as atividades do coletivo e isso é interessante. A minha leitura já foi dada, apresentada, filmada, redigida, documentada nesses três anos de atividade e não preciso mais repeti-la. Os artigos, vídeos, entrevistas estão à disposição na Internet.
O Abelha cuidará do livro-caixa, Guilherme do livro de estoque e Manu do livro de pedidos.
Também este ano tentaremos conseguir o bilhete único para os integrantes, o que já é uma bela vantagem.
Por enquanto, manteremos o preço do livro, R$6,00, e a retirada por tarde ou manhã de atividade, R$30,00.
E eu, Lúcia estarei no ateliê apenas uma vez por semana. Os outros dias, terei atividade de sobra: falar com escritores, selecionar e editar livros, palestras, oficinas, projetos and so on...
Continuaremos funcionando duas vezes por semana - então, no dia que eu não estiver, o Maurício será o encarregado pelas atividades.
Todos estão bastante interessados em continuar as intervenções e em atuar no espaço público pelo menos uma vez a cada três meses. Então, estaremos bastante pelas ruas.
E a primeira intervenção será assim que terminar a exposição no CCJ, Centro Cultural da Juventude, em abril: levaremos o material para diversos pontos da cidade.
O primeiro lançamento será o livro do Abelha, de poesias visuais, no dia da abertura da exposição, no CCJ, 13 de março, às 17 horas.
Também vamos entrar em contato com outras instituições e ver possibilidades de realizar exposições.
Falamos sobre aquela velha ideia de parceria com catadores e ter livros nossos vendidos por eles, uma forma de conseguir que eles gerem uma renda com os livros. Vamos batalhar para realizar essa ideia.
Bem, Vida Longa Ao Dulcinéia!!!

Dulcinéia atravessa mares

 


Desde a criação do coletivo Dulcinéia Catadora tínhamos a intenção de atravessar águas divisoras e formar parcerias com autores de língua portuguesa. E Luís Serguilha, escritor e poeta português, marcou o início desse processo, com seu livro Korso. Este ano teremos mais um escritor português no catálogo e procuramos ter a participação de escritores de países africanos de língua portuguesa. Consideramos também a possibilidade de disseminar a ideia de criação de projetos semelhantes no continente africano.
Luís Serguilha é escritor respeitado no Brasil e, com orgulho, podemos acrescentar às suas obras o livro Korso, confeccionado por nós com carinho. Korso pode ser encomendado, bastando enviar o pedido para nosso e-mail, dulcineia.catadora@gmail.com. Além de ter capas únicas, pintadas à mão, é vendido por R$6,00 e chega bem rápido pelo correio.
O livro estabelece um diálogo com poemas de Luci Collin e Ana Maria Ramiro e a elas é dedicado.
Aí vai uma amostra:
linhas-de-fuga-dos-inescritos
As cascas dos pêndulos da cosmopolização descolam-se
entre os carregadores de matrizes da vinhagem (rufar CIBERNÉTICO das estirpes: as glandes dos VITRAIS ¬¬¬ unificam dos radares da mordoma-mor-das-esquadras-lácteas) e as morfinas imprevistas dos portos localizam as terminologias ópticas das ROSAS VELOZES
que enigmaticamente
aspiram as incubações das lamas luminosas
onde os halos das aterragens revisitam os búzios pensativos dos atlas-hinos para balouçarem nas boleias dos socalcos aéreos
(abantesmas-interruptores dos pórticos interiores a enforcarem as camaratas fotográficas nas centopeias-néons: as abóboras escoam os sons das ferraduras até à computação do tórax lunar)
Nas gradações artesianas das placentas transatlânticas os caçadores de válvulas flamejam porque desencadeiam
os arpões magníficos dos lugares “INESCRITOS”
IMPRESSORAS dos RUMORES das cividades
balouçando na voluptuosidade dos crisântemos
(bailados dos pássaros-meridianos das contexturas excêntricas)
“No céu como diamantes ”as minúsculas ânforas de mercúrio coordenam as pautas das jóias no arquejante gérmen das acelerações cerâmicas
e os relâmpagos insaciáveis da seara contrariam a soberana demarcação dos astros da escrita
como um contorno explosivo da actínia a vislumbrar a cordoagem do cavalo ultramarino
que digere os cruzamentos da lava outonal (vulcânica poeta a purificar os ervateiros-medulares e os arquitectos menstruais como cisternas de dialectos a acolher os violinistas-das-monções na ferocidade da espiral vermelha: o enigma fascinador da sua existência sela as baías da respiração das luzes: bússolas a reconciliarem os animais guerrilheiros das polinizações)
As fronteiras-tochas do canavial flutuam
sobre o andamento das vertiginosas substâncias porque a caçada antropófaga asila-se nos ancoradouros-incalculáveis das veias dos núcleos da futuração
(a vaticinação química dos equinócios inclina-se nas manufacturas caleidoscópicas das raízes
para irisar os fechos dos filamentos lucífugos)
DIAMANTE diluviano a extasiar as constelações das ressonâncias entre os mênstruos das penínsulas aracnídeas onde os corpos hipnóticos das palavras desabrocham clepsidras nas flamívomas ervas: as ruminações das mandíbulas desmantelam os chocalhos das danças autobiográficas (profusamente os protectores dos pavões das laranjeiras aclamam os cânticos arquitectónicos dos alfarrabistas e as argilas genuínas concebem respiráculos silenciosos para ascenderem iluminadamente nas tecedeiras invencíveis das caravanas da obscuridade
ENCICLOPÉDIAS de vespas fulminantes no cio inaugural dos itinerários dos abismos autorais ____ grão selvático no refluxo magnético dos navios da linguagem arterialmente inoxidável)
¬¬¬¬¬¬¬___”PARTO DO NADA”__ escorpião-vermelho liquefazendo o abate selectivo das telas giratórias da respiração e o anzol das vocalizações cinge as aves brancas do sangue (ourives imaginário a tropeçar no universo dos violinos de fogo para serpentear entre os fórceps do crocodilo-do-aquário e a rosácea prestidigitadora
que furiosamente subtrai os corredores das tendas herbívoras às meninges zodiacais: os óvulos-bibalves dos reservatórios da animalidade forjam as moléculas do arsenal dos candelabros até à rebentação dos diafragmas onomatopaicos (fundo perfeito dos enxames impacientes: as respirações primitivas electrocutam as pedrarias e os bichos cantam a sexualidade na profundidade dos espelhos)
Para os que ficaram curiosos, recomendamos a leitura de crítica sobre as construções poéticas de Serguilha, realizada por Eclair Almeida e Bruna Ferraz, do grupo de Estudos Blanchoeanos da Universidade de Brasília e postado pela revista germina:

http://www.germinaliteratura.com.br/2009/literatura_dez2009_eclairalmeidaebrunaferraz.htm

 

NatalDulciEAnoNéia!!!

 

É isso aí, Dulcinéia Catadora e Meiotom, sempre dividindo o mesmo espaço.
A todos, nosso desejo dobrado de um Bom Ano Novo!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

 


Em setembro estivemos na Matilha Cultural e só agora conseguimos uma foto do trabalho, uma instalação livresca, colorida, tudo papelão. Então vai aí, para registrar.

PLURESIA

 

domingo, 22 de novembro de 2009

Signicidade

 

E foi movimentado o lançamento de SigniCidade, muitos amigos por lá, autógrafos, muito bate-papo prá lá de animado.

Para encher os olhos, vai aí o primeiro de
Paralelo enzimático 46o40’
nove movimentos pelas ruas de São Paulo

1983


I

Destes todos poetas
de dúvidas e baratos
exala um jeito de resto:
a gastronomia do gasto.
Os que empacam e
param no ato,
cortando,
retocando o indispensável,
cavam a troca
do already made (o já era)

pelo não desfeito

Mais sobre Grafitemas

 


 

E está aí Guilherme, skate de um lado e grafite de outro.

 

E pra quem viu e bateu a curiosidade para saber como foram as oficinas, um pouco do processo de criação da instalação Grafitemas. No início, a exploração do espaço, propostas de construção de corredores que depois se tornou inviável, uma vez que na biblioteca é preciso respeitar as "rotas de circulação". Mas, mesmo assim, vale a pena ver o vídeo feito por Silvana Rosso. O clima transpira energia, empolgação, todos se movimentando, trocando idéias.

 

GRAFITEMA E PLURESIA


GRAFITEMA: exposição de trabalhos dos participantes das oficinas de Poesia Visual+ Grafite. No piso superior da biblioteca, trabalho de Maurício Abelha, que cria grafites incríveis e também é integrante do Dulcinéia Catadora.


Mmmmmmmmmmmmmmmmmm

wwwwwwwwwwwwwwwwwwww


 

jardim das delícias, márcia matos

E terminamos de montar Pluresia: livro de poemas visuais feitos pelos participantes da oficina que acabamos de dar esta semana, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima.

SigniCidade, Frederico Barbosa

 


 

Lançaremos, como parte da programação do Balada Literária, comandada por Marcelino Freire, SigniCidade, de Frederico Barbosa.

dia 21, a partir das 21 horas, na Mercearia São Pedro

rua rodésia, 34 - Vila Madalena - SP

LANÇAMENTO NA MERCEARIA

Encontro Haikai

 


 

E amanhã, dia 7 de novembro, será realizado mais um encontro de Haikai, no Colégio Santo Agostinho. Rua Apeninos, 155, das 9:00 às 16:00 horas.

 

O evento terá palestras, concurso de composição de haikai e venda de livros.

Dulcinéia Catadora estará presente com livros de Teruko Oda, Eunice Arruda, Regina Alonso, que será uma das palestrantes, João Tolói, e a antologia de alunos do Colégio.

Leia um haikai , só para dar água na boca:

Dentro do cinema

Barulhinho irritante

Salgadas pipocas

(Gabriel O. Cruz)

PROGRAMAÇÃO CULTURAL DA BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA

Novembro de 2009


 

POESIA VISUAL + GRAFITE
Com o COLETIVO DULCINÉIA CATADORA
Dulcinéia Catadora é um coletivo que edita livros com capas de papelão pintadas a mão. Conta com a participação de escritores, artistas, catadores e filhos de catadores. O coletivo faz parte da rede de selos cartoneros na América Latina, composta pelo núcleo Eloísa (Argentina), Sarita Cartonera (Peru), Yerba Mala (Bolívia), Yiyi Jambo (Paraguai), Animita (Chile), La Cartonera (México). Esses projetos possibilitam a divulgação de novos autores por toda a América Latina, trilhando um caminho próprio, fora do mercado editorial.

Nos meses de outubro e novembro, o coletivo Dulcinéia Catadora promove, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima,  projeto centrado na poesia visual, que consiste na realização de uma oficina de criação de poesia visual e outra de grafite, com a transposição de poesias visuais para um suporte diferente: placas de papelão. Essa forma de apresentação funde linguagens diversas e abre possibilidades para um trabalho calcado no experimentalismo, uma tentativa de trabalhar com linguagens híbridas. Serão montados cem exemplares do livro com a produção das oficinas, com capas de papelão, distribuídos aos participantes das oficinas na data de encerramento das atividades. Haverá também uma exposição dos trabalhos realizados, com abertura marcada para o dia 21 de novembro, às 14 h, que integrará as atividades da Balada Literária.

 

OFICINA DE CRIAÇÃO DE POEMAS VISUAIS
Com LÚCIA ROSA e LÍVIA LIMA
Será desenvolvido o seguinte programa:
 

1 Formação de repertório: Grupo Frente, Ruptura, Noigrandes; Concretismo X Neoconcretismo; Poesia multimídia – novos suportes.
2 Poesia visual: linguagem híbrida.
3 Grupo Noigrandes (análise de poemas). Prática de criação.
4 Ferreira Gullar e neoconcretismo - apresentação de artistas que têm uma produção poética: Lygia Pape, Waltércio Caldas e Willys de Castro. Prática de criação.
5 Discussão sobre o que foi produzido.


 

A partir de 16 anos. 30 vagas. 3as feiras das 19h às 21h
Dias 3, 10 e 17 de novembro


OFICINA DE CRIAÇÃO ARTÍSTICA
Com LÚCIA ROSA e EYMARD RIBEIRO
A oficina trabalhará como agregar formas de expressão visual à palavra através da análise de poemas visuais (tipografia) e grafites e prática de criação.
A partir de 16 anos. 30 vagas. 2as feiras das 19h às 21h
Dias 9 e 16 de novembro

 

Entrevista no programa Perfil Literário

 


 

E quem tiver tempo para ouvir entrevista sobre o coletivo a Oscar D'Ambrosio, da rádio UNESP, vai aí o endereço:

 


 

POESIA VISUAL + GRAFITECom o COLETIVO DULCINÉIA CATADORA Dulcinéia Catadora promove, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, projeto centrado na poesia visual, que consiste na realização de uma oficina de criação de poesia visual e outra de grafite, com a transposição de poesias visuais para um suporte diferente: placas de papelão. Essa forma de apresentação funde linguagens diversas e abre possibilidades para um trabalho calcado no experimentalismo, uma tentativa de trabalhar com linguagens híbridas. Serão montados cem exemplares do livro com a produção das oficinas, com capas de papelão, distribuídos aos participantes das oficinas na data de encerramento das atividades. Haverá também uma exposição dos trabalhos realizados, com abertura marcada para o dia 21 de novembro, às 14 h, juntamente com as atividades da Balada Literária.

 

Agora em New Jersey


 

Muitas apresentações e workshops.

Aqui, ao lado de vitrine com livros cartoneros, em frente a biblioteca da universidade de Rutgers.

domingo, 11 de outubro de 2009

Oficina em Madison, WI

 

A oficina foi sexta feira, dia 9, para esse grupo em uma escola especializada em atendimento a adolescentes problemáticos... rótulo deles, não meu!
 

Uma das capas, só para registrar.
O livro de Vera do Val, que reconta lendas do Rio Negro, foi montado por eles com tradução para o inglês.
 

E fizeram exposição de livros.

Também teve apresentação dos representantes de sete Cartoneras.


 


Amanhã começa a maratona em New Jersey. Tomo o trem das 7. Chego lá às oito e entro direto em sala de aula para apresentação. Lá vai Dulcinéia Catadora!

Depois escrevo com calma sobre tudo.

O livro feito em Madison tem trabalho de Lívia Lima no CD e traz foto de Carlos Rosa com capa de papelão e megafone, pelas ruas de Sampa. e eu não estou com o marido, mas carrego-o pra cima e pra baixo. Página 144. Depois vai dar para conferir. Receberemos 100 livros. Impressos em português e inglês. Ainda colocaremos as capas de papelão sobre a capa convencional.

 

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Voando para mais ficinas e palestras....

 


Eventos en McNally Jackson Books Ana Arzoumanian, Marcos Wasem, Dulcinéia Catadora: O Pós-modernismo acabou ...



Jueves 15 de Octubre , 7 PM New York
Dulcinéia Catadora: un proyecto editorial, independiente, alternativo, colectivo, cooperativo... una redefinición de las prácticas artísticas.

http://www.dulcineiacatadora.blogspot.com/
Con la participación de Lúcia Rosa y Katia Bandeira de Mello-Gerlach
 

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

dulcinéia na Benedito Calixto

 


 

O Autor na Praça antecipa o Dias das Crianças com lançamentos do Dulcinéia Catadora
 

Próximo sábado, dia 3 de outubro a partir das 14 horas

Lançamento de dois livros infanto-juvenis pelo projeto Dulcinéia Catadora:

“Estrelíssima” de Tatiana Belinky e

“O gato peludo e o rato de sobre-tudo” de Wilson Bueno

 

Quem passar por lá poderá participar de oficina de confecção de livros.

Espaço Plínio Marcos - Tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto - Pinheiros.Informações: Edson Lima

sábado, 26 de setembro de 2009

Encontro e trocas

 

 

Gente, demais esses meninos. Provaram que o coletivo anda muito bem, todos juntos, recebendo com a maior alegria os autores Alice RuizS, Ná Ozzetti e Neco Prates na Mercearia S Pedro. Todos muito queridos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

espm dias 24 e 25 de setembro

 

Recebemos uma ligação de Denise Tangerino nos convidando para fazermos uma intervenção no saguão da ESPM, por ocasião de um evento pra lá de acadêmico.

Essa é a turma do mestrado que nos ajudou a fazer a montagem, melhor dizendo, participou da intervenção com o Dulcinéia Catadora. 

É Dulcinéia acumulando papelão em novos terrenos, e por aí vamos.

Dulcinéia Catadora: Publishing + Activism

October 15 2009, 7:00pm - 8:00pm

 

With Lúcia Rosa y Katia Bandeira de Mello-Gerlach

 

Brazilian press Dulcinéia Catadora is an artistic group that publishes books with cardboard covers. Launched in February, 2007 by the artist Lúcia Rosa, it was joined by cardboard collectors and their children (among them: Andréia Ribeiro, Marlon Emboava, Peterson Marques - all of them are around 19 years old), as well as the writers Carlos P. Rosa, Rodrigo Ciríaco and Douglas Diegues who contribute, edit, puiblicize and even sell the books.

The group believes that this relationship between people with different backgrounds, activities, and views of the world is always a positive and enriching experience to everybody. It values the work of cardboard collectors, social inclusion and the development of the creative and artistic potential of its members. As a daily practice, the group buys cardboard cases collected in the streets by collectors called "carroceiros" (street collectors) at a price higher than that paid at "sucatas" (commercial outlets that buy scrap). These boxes are cut in a A4 size and then the pieces of cardboard are painted with gouache by all members of the group. Each book is sold for 5 reais. Besides being a way of bringing income, these activities developed in the studio promote self-esteem, encourage people to share experiences, and to enjoy making a creative work. The atelier is an open space, a meeting place. To publicize the work of new and unknown writers is another fundamental goal of the project.

The group derived from Eloísa Cartonera, a well-known group which began its activities in Argentina almost five years ago, with an intensive artistic and social work.

 

Lançamento de Katia Bandeira de Mello-Gerlach e Raimundo Carrero (novos autores Dulcinéia Catadora)

 

Nós na matilha

 

E além do bate-papo na terça, montaremos um muro com mais de 200 livros. Vai ser legal, quem quiser, apareça!

 

Congresso em Madison

 


 

E pra quem estiver curioso para saber sobre o Congresso de las Cartoneras em Madison, aí vai o site:

É entrar pra conferir. Eu estarei na mesa ao lado de Douglas Diegues, apresentando Dulcinéia Catadora a las 16 da tarde do dia 8 de outubro. Salve!!!!!!

Próximos lançamentos!!!

 

Aí, gente, muita coisa pra rolar já, já. Lançamentos de poetas e escritores importantes:
Frederico Barbosa, Signicidade
Ricardo Domeneck, Corpos e Palanques
Luís Serguilha, Korso
Alice RuizS, Ná Ozetti e Neco Prates, Três Linhas
Acompanhem!
Também:
Semana Dulcinéia Catadora na Mercearia São Pedro!
Estamos preparando a Antologia Trêbada, com escritores que frequentam a Merça e não participaram da primeira, a famosa Antologia Bêbada, que teve edição nova, com capas de pãpelão, ano passado. Está para "estourar" até o fim de agosto. Nos vemos na Merça, então!

E Mais:

Johana Kunin, que está pesquisando todas as cartoneras da América Latina, num recorrido prá lá de bacana, desde janeiro deste ano, chegou em Sampa pra ficar com a gente na oficina por uns tempos. Quer conhecer a hermosa Johana? Passe lá, na oficina!
Besos a todos, fico por aqui.  

Entrevista Lúcia Rosa publicada no PNET Literatura 

Artigo Folha on-line: http://www1.folha.uol.com.br/

folha/livrariadafolha/ult10082u5

91879.shtml

Encontro cultural de Passo de Guanxuma 

Lançamento livro de sambas da Alla Kolombolo e do Marcelo Ariel

2 de junho de 2009 - Casa das Rosas - Coletivo Dulcinéia Catadora

(versão final)

Muito animado o evento que encerrou nossa programação na Casa das Rosas.  Marcelo Ariel autografou O Céu no Fundo do Mar, belíssimo livro. O segundo dele para o nosso "catálogo". Me Enterrem com a Minha AR15 foi lançado em 2007.

 

 

 

 

 

 

 

salon light:Jamac e Dulcinéia


 


 

Participamos, dias 20, 21 e 22, do Salon Light, feira de livros e impressos que aconteceu na Galeria Vermelho, onde nossos livros são vendidos, em parceria com o CNEAI (Centre National de l'Édition et de l'Art Imprimé, França). E a troca entre os integrantes do JAMAC e Dulcinéia Catadora foi muito boa! Livros com fundo pintado em guache à la Dulcinéia, mais impressão serigráfica à la JAMAC. O resultado, essas capas, prenúncio de um trabalho conjunto que logo, logo será realizado.
 

Lucas, 17 anos, há mais de um ano no Dulcinéia, gostou demais.

E a feira, primeirona no Brasil, foi agitadíssima. Muitos artistas transitando, querendo conhecer o pessoal do CNEAI, trocas de trabalhos, escambo do mais puro, e-mails etc. Valeu pessoal da Vermelho/Tijuana - Edu, Ana, Carol, Marina, Marcos, Caio, todos queridos.

 

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Felipe Stefani e Renan A. Holanda

E Tânia Rego não parou de clicar o pessoal no lançamento dos livros O Corpo Possível e Minialturas. Dar câmera na mão de fotógrafa é isso que dá... A Tânia é nossa querida, e sempre que pode está junto com o coletivo.
 

O pessoal foi conferir a ocupação em papelão, em sala na Casa das Rosas.
 

Olha só o Lucas clicado na nossa "ocupação" na Casa das Rosas. Ao fundo, uma frase que fala das diferenças: Picasso, o seu Azul é diferente do meu, do Israel de Abreu.
 

Autógrafos, muitos amigos compareceram ao lançamento de Felipe e Renan. Jovens poetas que agora entram para o nosso "catálogo".
 

para degustar...

 

Ontem, dia 25, que não foi à Casa das Rosas perdeu uma mesa incrível com Cristina Freire e Monica Nador. Com uma clareza absoluta e tranquilidade de quem sabe do que está falando, Cristina falou do artista pesquisador, que não está mais preso ao ateliê, antenado com as questões de seu